um pouco da nossa história :)

Eu sou a Duda, fundadora da Ov. Antes de mais nada quero que você saiba: se está aqui hoje, é porque é especial pra mim. Tentarei ser breve, mas o que tenho pra dizer é muito importante, então fica comigo até o final, sim? 🙂

Há quase 7 anos, tive um sonho: o de um dia ver uma marca de lingerie que retratasse a mulher como sujeito, e não como objeto. Depois de uma grande pesquisa de mercado e a percepção de que não havia nesse segmento peças com design minimalista, modelagem adequada, material tecnológico e tecido de qualidade (de verdade), é que nasceu a Ovelha Negra. Eu também não curtia o lance de usar uma peça pra agradar outra pessoa – sabe aquele lacinho da calcinha? Embora fofo, sempre me remeteu a um presente para alguém, enquanto em meu ponto de vista, só temos que ser presentes para nós mesmas. 

Mas por que Ovelha Negra?!

A verdade é que a ideia original foi da minha mãe, Raquel, que sonhou com isso em 2012. Ela descreveu um desfile de lingeries pretas que eu havia desenhado junto de uma logo preta no formato de uma ovelha escrito “Duda” dentro. Eu só fui relembrar isso quando, depois de ser convencida pelo meu orientador a mudar levemente de ramo (eu curtia desenhar cuecas, pasmem!), precisei criar uma marca de roupa íntima feminina para o meu TCC do curso de moda.

Minha vontade era representar uma mulher poderosa, segura, e que sabia que corpo ideal era o dela, independente de como fosse. O mais importante era a essência, e o meu intuito era ajudar essa mulher a externalizar quem ela era, através da peça que mais importante e verdadeiramente íntima do guarda-roupas de uma pessoa. Uma Ovelha Negra era aquela que ousava, que fazia diferente e libertava tantas outras através disso. “Precisamos de mais ovelhas negras nesse mundo!”, pensei. E foi aí que fez todo sentido.

Em 2013 fiz o projeto e o apresentei também num concurso regional. Passei nas principais etapas e ganhei um prêmio com a Ov, e o resultado foram meses de cursos e mentoria, e em 1 ano eu abria a empresa formalmente, aos 22. Nossa página no facebook publicava notícias sobre feminismo e empoderamento da mulher, igualdade racial e social, e por muito tempo ouvi que nosso posicionamento era radical, e que dizer que as mulheres mereciam respeito todos os dias era impor uma opinião.

 

Essa foi nossa primeira logo, e eu mesma a tinha desenvolvido com o intuito de associar o termo ironicamente ao crucifixo, mostrando que não importa se comportadas e dentro das regras, ou diferentonas e fora da curva, as mulheres (cis e trans) são sempre julgadas por suas escolhas, independentemente de quais sejam.

 

 

Em 2015 as clientes ainda esperavam cerca de um mês para receberem suas peças, e eu implorava pra me mandarem fotos e poder mostrar mulheres reais nas nossas redes. Também ouvi muitas críticas de pessoas que achavam nosso material “pouco profissional”, enquanto outras mulheres viam a verdade que eu buscava passar, se sentiam representadas e melhores por isso. Na Ov, opnião delas sempre contou muito mais.

 

De cara nova, a Ov fez seu primeiro desfile em 2016, mas no casting do evento, as modelos disponibilizadas eram magras e tinha apenas uma negra. Isso soava controverso ao meu conceito de expressar veracidade, e decidi contratar modelos com corpos reais por fora mesmo. Ganhamos os principais prêmios da noite!

Depois de tudo disso, passamos a produzir um estoque pequeno de peças, e aos pouquinhos fomos ampliando nossa grade. Sempre produzi peças sob medida, mas sabia que não era justo com clientes além do tamanho GG precisarem encomendar algo para se sentirem bem. Trabalhei, pesquisei e entrevistei muitas mulheres, até que em 2018 finalmente a Ov ampliou a grade do 34 até o tamanho 64!

Hoje, consegui ter modelos tão diversas quanto imaginava. Hoje, consigo abraçar todos os tamanhos e corpinhos com as nossas peças com tanto carinho e cuidado. Hoje, pude representar tons de pele diversos com as nossas peças. E isso, nada mais é do que aquele sonho realizado! ♥ 

E se somos ovelhas negras, por que não podemos mudar?

 

Oh, yex! E essa é a nossa nova carinha. Nossa caminhada nos trouxe maturidade, além de descobertas que revelaram a identidade que nos representa de forma mais íntima. Mudamos nosso nome, nossa logo, nossas embalagens, nosso endereço. A partir de hoje, vocês vão ver gradativamente uma nova imagem, comunicação e branding em nossos canais. Pessoalmente, não foi fácil chegar nesse resultado, mas ele reflete muito mais o que nos tornamos. Qualquer mudança na Ov é também tradução de um processo interno muito grande, uma verdadeira revolução e um renascimento para nós duas. Afinal de contas, eu e ela temos crescido juntas há um certo tempo.

A Ov tem muita história, mas eu estou aqui principalmente para te dizer que VOCÊ faz parte dela, e de mim. Obrigada pela sua dedicação, pelo seu carinho e apoio. Sem você, não seríamos quase 20k de ovelhas nesse rebanho. Sem você, eu não estaria aqui hoje, há mais de seis anos trabalhando diariamente para que cada vez mais mulheres sintam amor por si mesmas, e possam, através disso, mudar o mundo ao redor delas. Obrigada por fazer parte disso!

E, já que você chegou até aqui junto comigo, me responde contando o que achou dessa transformação?

Eu vou amar saber, de coração ♡

Com tanto carinho,

Duda

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